Qual coração pulsátil
assim
Gentil
Nos
chama
Lentamente congrega
Eleva
A si
semelhança plena
E
– em pureza -
Degrau a degrau
Se acenda
A tocha que de novo
Prenda
Em si
Chamada
Pura
Chama de alvura
Que se sente e se vê
Qual fina aragem
Que nos permeia e nos dá asas e verdadeira coragem
Essa que preenchendo por dentro
Qual vento
Alimento
Assim nos ajuda chegar
Lento suave
Silente
A esse nosso lugar
Respirar por todo o sempre
Respirar e transparecer
Luz e vida e plenitude
Mais além do que se pode descrever
Essa que é em nós
Desde sempre
Esperando o despertar
Essa que assim se expande
Se estende
Para bem de quem assim se precatar
Suave
Silente
Qual brisa
Nos aprende
E assim também se deixa saber
Palmo a palmo
segundo a se parar
Eternidade plena a se reencontrar e entregar
Vencendo a aparência
Vencendo a resistência
Que parece nos impedir de chegar
Ali e onde
Já sabemos
Que desde sempre
Permanecemos
assim
voltaremos
a
estar

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