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domingo, 7 de dezembro de 2014

Manuel de Oliveira


se a viras
a enterras
se a sobes

a elevas...

tu escolhes
no centro
a 
virtude

do olho
se ergue


em coração
te sustém

quem manda
não a tém

quem ordena 
não lhe obedece

arma de amor
arma do Ser Maior

que
 prevalece



entre os fraternos

 nunca se esquece

velada

a "espada"
oculta entre águas
entre
 sentires, lágrimas...




adiante
fieis
à vida
que vai mais além
daquilo que veis..
adiente

fiéis...

que inflamais as noites mais escuras com aquilo que não veis
adiante - com chama em rosto
brilhando
em olhar atento mais não deposto
adiante

com coração em chamas
espada sagrada
em noite de frio
reerguida
e levantada...

adiante quando 
o principe dos anjos comanda
das mensagens
a mais alta...

e o rei
assim o comanda
e o rei
ouve e aguarda

a sua antiga guarda...

ergueivos cavaleiros da espr'ança...
adiante
que a noite avança...




...permanece...


de fogo
assim quentes
assim pungentes

Fados de vida Humana
destinos que a iluminam

Faros de vida na noite escura
que se acende e te guiam



rosto inflamado em sangue sagrado
rosto de vida de enovo nomeado
nome rescrito
assimde novo dito
sem segredo guardado
entre o nosso brado novo e antigo
de novo cantado




se acendem
quais luzeiros

entre olhares de saber
de compreender
tão puros e belos


que mostram caminhos
entre antigos destinos
e os novos conselhos

entre os mais antigos
caminho
e
entre os mais velhos
me mostro

assim despido
assim
enre o frio
se levantam archotes 
desse "fogo novo"




uma tocha de esperança
se acende de monte em monte
e na noite
as espigas antigas clamam...

num dia de miséria
num dia de luto
num dia no que a noite mais escura e o frio do maior dos frutos...

que nenhum adormeça
nesse canto de amor
que nos leva aalma
e pujança
e a ligeireza...

que a guarda se mantenha
e prevaleça
e não se deixe levar
nas ondas e um mar
que contra rocha s abarca queira guiar


e cara a cara
no beijo mais quente
se lhe segrede
frente a frente
e directamente

à noite mais escura
á sombra mais sagrada

que a chama 
de amor e vida
nem termina
nem acaba...

quando há tempestade
nesse tal mar
farois de vida
a noite inteira a rasgar






entre as gentes
que são vivas
e seu vivo povo

eram tempos
meu senhor
eram os tempos

nos que desoertavamos
nos que nos lembravamos

nos que
de novo 
juntos

cavalgávamos sombras
e as trespassávamos...

luzes de luz e de choro

luzes de lágrimas frias
feitas vivas
qual linguas de fogo

escorrendo pela cara
enquanto correndo
entre o vento
nos lançávamos
qual vaga viva
entre a intempestiva
ali triunfávamos...



quando chamados
por ouro
por glória
por mantos de ricas joias
alerta!
alerta!

essa voz fria
é a voz que nos dizia
acerca da fria morte...

quando o dinheiro
amigo
cubra de sombras
aquilo que digo
aquilo que é dito
aquilo
maldito

alerta e guarda desperta

quando te chamam
apagar chamas
quando te digam
donzelas a monte
quando te clamem
em torres que chamem
alerta
mantém o horizonte
vista ao fronte
guarda na chama
e não deixar que te cegue
a fria luz que engana..

a fria luz que engana...

e se te perguntam
qual nome
qual nome?
(...)





e no olho
do mais duro
furacão que convida
a bandonar vida 
e montura
e mestre
e estatura

de humanidade
a mais pura

perseveramos
lutamos

pelas gentes
pelas gentes
perseveramos

entre montes
assim escondidos
entre os luares
e estrelas
e os caminhos
mais velados
seguimos




um espelho
qual velho ideal
um escudo singelo
que traz a luz
que traz o mal

uma força intrinseca
que se lê
e se adivinha

e se é vero
o real segredo
assim passa
pela nossa escura linha...



e nos ocultamos

assim desterrados
assim contra gigantes
nos erguíamos
quando parecíamos
tombados...

entre imagem
e eimagem
o grito

dessa eterna saudade
que treapassa
tempo
armadura
cavalo´cavalgadura
e cavaleito

e os abre

e
de alto a baixo

e se abrindo o espelho
que não se deixa
estilhaçado

pela força da vida de nosso brado
ainda ouvido
ainda lembrado


seja "adeste"
adiante

seja o que se diz
na forma suave
"ultreya"
de fluir constante

seja o que se berrava 
desde o mais alto
quando se caia
qual onda que se estendia
vista trasnparente
mirada esguia

onda que se via
e 
seguia
por todo o lado

essa que não desunia
que convergia

para o centro mais sagrado

e o coração de treva
deixava
estilhaçado

partido e perdido
espartilhado
por todo o lado...

brados altos na noite escura
de cavalo e cavaleiro e espada reerguida
quando se ganha
de novo o dia
em aurora de vida 

anunciado:

"non nobis domine, non nobis..."












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