se a viras
a enterras
se a sobes
a elevas...
tu escolhes
no centro
a
virtude
do olho
se ergue
em coração
te sustém
quem manda
não a tém
quem ordena
não lhe obedece
arma de amor
arma do Ser Maior
que
prevalece
entre os fraternos
nunca se esquece
velada
a "espada"
oculta entre águas
entre
sentires, lágrimas...
adiante
fieis
à vida
que vai mais além
daquilo que veis..
adiente
fiéis...
que inflamais as noites mais escuras com aquilo que não veis
adiante - com chama em rosto
brilhando
em olhar atento mais não deposto
adiante
com coração em chamas
espada sagrada
em noite de frio
reerguida
e levantada...
adiante quando
o principe dos anjos comanda
das mensagens
a mais alta...
e o rei
assim o comanda
e o rei
ouve e aguarda
a sua antiga guarda...
ergueivos cavaleiros da espr'ança...
adiante
que a noite avança...
...permanece...
de fogo
assim quentes
assim pungentes
Fados de vida Humana
destinos que a iluminam
Faros de vida na noite escura
que se acende e te guiam
rosto inflamado em sangue sagrado
rosto de vida de enovo nomeado
nome rescrito
assimde novo dito
sem segredo guardado
entre o nosso brado novo e antigo
de novo cantado
se acendem
quais luzeiros
entre olhares de saber
de compreender
tão puros e belos
que mostram caminhos
entre antigos destinos
e os novos conselhos
entre os mais antigos
caminho
e
entre os mais velhos
me mostro
assim despido
assim
enre o frio
se levantam archotes
desse "fogo novo"
uma tocha de esperança
se acende de monte em monte
e na noite
as espigas antigas clamam...
num dia de miséria
num dia de luto
num dia no que a noite mais escura e o frio do maior dos frutos...
que nenhum adormeça
nesse canto de amor
que nos leva aalma
e pujança
e a ligeireza...
que a guarda se mantenha
e prevaleça
e não se deixe levar
nas ondas e um mar
que contra rocha s abarca queira guiar
e cara a cara
no beijo mais quente
se lhe segrede
frente a frente
e directamente
à noite mais escura
á sombra mais sagrada
que a chama
de amor e vida
nem termina
nem acaba...
quando há tempestade
nesse tal mar
farois de vida
a noite inteira a rasgar
entre as gentes
que são vivas
e seu vivo povo
eram tempos
meu senhor
eram os tempos
nos que desoertavamos
nos que nos lembravamos
nos que
de novo
juntos
cavalgávamos sombras
e as trespassávamos...
luzes de luz e de choro
luzes de lágrimas frias
feitas vivas
qual linguas de fogo
escorrendo pela cara
enquanto correndo
entre o vento
nos lançávamos
qual vaga viva
entre a intempestiva
ali triunfávamos...
quando chamados
por ouro
por glória
por mantos de ricas joias
alerta!
alerta!
essa voz fria
é a voz que nos dizia
acerca da fria morte...
quando o dinheiro
amigo
cubra de sombras
aquilo que digo
aquilo que é dito
aquilo
maldito
alerta e guarda desperta
quando te chamam
apagar chamas
quando te digam
donzelas a monte
quando te clamem
em torres que chamem
alerta
mantém o horizonte
vista ao fronte
guarda na chama
e não deixar que te cegue
a fria luz que engana..
a fria luz que engana...
e se te perguntam
qual nome
qual nome?
(...)
e no olho
do mais duro
furacão que convida
a bandonar vida
e montura
e mestre
e estatura
de humanidade
a mais pura
perseveramos
lutamos
pelas gentes
pelas gentes
perseveramos
entre montes
assim escondidos
entre os luares
e estrelas
e os caminhos
mais velados
seguimos
um espelho
qual velho ideal
um escudo singelo
que traz a luz
que traz o mal
uma força intrinseca
que se lê
e se adivinha
e se é vero
o real segredo
assim passa
pela nossa escura linha...
e nos ocultamos
assim desterrados
assim contra gigantes
nos erguíamos
quando parecíamos
tombados...
entre imagem
e eimagem
o grito
dessa eterna saudade
que treapassa
tempo
armadura
cavalo´cavalgadura
e cavaleito
e os abre
e
de alto a baixo
e se abrindo o espelho
que não se deixa
estilhaçado
pela força da vida de nosso brado
ainda ouvido
ainda lembrado
seja "adeste"
adiante
seja o que se diz
na forma suave
"ultreya"
de fluir constante
seja o que se berrava
desde o mais alto
quando se caia
qual onda que se estendia
vista trasnparente
mirada esguia
onda que se via
e
seguia
por todo o lado
essa que não desunia
que convergia
para o centro mais sagrado
e o coração de treva
deixava
estilhaçado
partido e perdido
espartilhado
por todo o lado...
brados altos na noite escura
de cavalo e cavaleiro e espada reerguida
quando se ganha
de novo o dia
em aurora de vida
anunciado:
"non nobis domine, non nobis..."
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